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O leitor escreve

* Buracos estão sendo tapados

* Comunidade se movimenta

* Academia Taguatinguense de Letras

Forró leva inclusão, alegria e movimento à Biblioteca Braille Dorina Nowill, em Taguatinga

07 03 2026 flagrantebibliotecabraileforróTaguatinga7/3/2026
O ritmo animado do forró tem transformado as tardes de segunda-feira na Biblioteca Braille Dorina Nowill. Por volta das 15h30, o ambiente tradicionalmente silencioso do espaço dá lugar à música, às risadas e ao som dos passos marcados por cerca de 20 pessoas com deficiência visual que participam das aulas de dança promovidas pela Associação Brasiliense de Deficientes Visuais (ABDV). A iniciativa, realizada há cerca de três meses, tem se consolidado como uma importante ação de inclusão, bem-estar e convivência social. As aulas ocorrem em um espaço público mantido por meio da parceria entre a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) e a Administração Regional de Taguatinga. A proposta amplia o papel da biblioteca como um ambiente de acesso à cultura, aprendizado e integração comunitária. Fundadora da biblioteca e também participante das aulas, Noemi Rocha afirma que a iniciativa reforça o caráter acolhedor do espaço. “A nossa biblioteca é um lugar de convivência, de muita alegria. Aqui a gente conversa, dança, bate papo. Quando surgiu a ideia de trazer a aula de dança pra cá, recebemos de braços abertos”, destaca. Com entusiasmo, ela celebra os avanços conquistados nas aulas. “Já sei fazer o ‘dois pra lá, dois pra cá’, o giro, o leque… dou até aquela rodadinha”, conta, sorrindo. “Antes eu não fazia nada disso. Agora me sinto uma bailarina, com meus lindos cabelos brancos.” Segundo Noemi, apesar de parecer desafiador no início para quem tem baixa visão, a metodologia adotada facilita o aprendizado. “O professor ensina passo a passo e a gente presta muita atenção. Quando vê, já está rodando e fazendo os movimentos com leveza.” Para a presidente da ABDV, Helena Pereira, a dança representa mais do que lazer. “A dança liberta. Melhora nossa coordenação motora, nossa mobilidade e, principalmente, promove inclusão e socialização. Muitas vezes, em festas ou eventos, pessoas com deficiência acabam isoladas. Oferecem uma cadeira e pronto. Mas nós queremos mais do que isso. Somos pessoas e queremos viver plenamente”, afirma. A biblioteca funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. As aulas de forró acontecem às segundas-feiras, das 15h às 16h30, e os participantes costumam chegar mais cedo para se preparar. Após a atividade, o grupo ainda se reúne em um lanche colaborativo, momento de troca de experiências e fortalecimento dos vínculos. Mais do que aprender passos de dança, o encontro semanal se tornou um espaço de acolhimento, movimento e fortalecimento da autoestima, mostrando que cultura e inclusão podem caminhar juntas no coração de Taguatinga.
Foto: Agência Brasília

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