Sessão solene homenageia os 11 anos da Ocupação Cultural Mercado Sul Vive, em Taguatinga
12/5/2026
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, nesta terça-feira (12/5), uma sessão solene em homenagem aos 11 anos da Ocupação Cultural Mercado Sul Vive, movimento que transformou o antigo Mercado Sul de Taguatinga em um dos principais espaços de resistência cultural, economia solidária e mobilização comunitária do Distrito Federal. A cerimônia, proposta pelo deputado distrital Max Maciel (PSOL), reuniu artistas, moradores, coletivos culturais e representantes da comunidade. Criada em 2015, a Ocupação Cultural Mercado Sul Vive surgiu a partir da mobilização de artistas, artesãos e moradores diante do abandono de boxes e da deterioração da estrutura do tradicional Mercado Sul, inaugurado em 1958, em Taguatinga. Desde então, o movimento passou a defender a função social do espaço, promovendo revitalização urbana, cultura popular e ações de economia solidária por meio da autogestão comunitária. Ao longo de 11 anos, o chamado “Beco da Cultura” consolidou-se como referência de cultura periférica no Distrito Federal, abrigando manifestações artísticas como música, teatro, fotografia, capoeira, samba, cultura ballroom e projetos de formação cultural. O espaço também se tornou símbolo da luta pelo direito à cidade, pela ocupação cultural dos espaços públicos e pela preservação da memória de Taguatinga. Durante a solenidade, foram destacados o impacto social do movimento e a importância do Mercado Sul Vive como território de resistência, convivência e produção artística independente. A homenagem também reconheceu o trabalho coletivo desenvolvido ao longo da última década por agentes culturais, moradores e voluntários que contribuíram para transformar o espaço em patrimônio afetivo e cultural da comunidade. Recentemente, a ocupação celebrou seus 11 anos com o lançamento do fotolivro “Mercado Sul: Um Chão de Cores – Memórias do Beco da Cultura de Taguatinga (DF)” e da exposição “Chão de Cores – Mercado Sul: memória, cultura e movimento”, iniciativas que registram a trajetória histórica e cultural do local por meio de fotografias, relatos e pesquisas sobre a ocupação comunitária.
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